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por Haline Mayra
Surpresa | 4 de março de 2008

Grandes empresas aderem ao software livre

Baixo TCO e melhorias na segurança e na facilidade de customização colocam o sistema na preferência de algumas companhias

Ao contrário do que apontavam as escassas informações em torno do mercado de software livre no Brasil, uma pesquisa recente do Instituto Sem Fronteiras mostra que o Linux e seus contemporâneos têm ganhado cada vez mais espaço entre as corporações locais.

A principal revelação dá conta de que 73% das companhias com mais de 1 mil funcionários são usuárias de software livre. “O dado quebra a corrente de raciocínio que nos levava a crer que empresas de menor porte seriam as mais adeptas do software, pelo fato dele ser gratuito”, conta Álvaro Leal, analista responsável pelo estudo.

Entre as justificativas encontradas pela entidade, a suscetibilidade das grandes empresas com relação à fiscalização contra pirataria, por exemplo, seria um ponto a favor do mundo aberto. Já que, em função disso, a escolha de plataformas gratuitas também colaboraria na contenção de custos.

Outra análise que pode alegrar os fornecedores da área está ligada à qualidade dos produtos. “Há alguns anos, plataformas abertas não eram bem vistas para aplicação em missão crítica, por exemplo. Algo que já mudou completamente, como pudemos ver pelos comentários dos usuários: melhor interface, melhor desempenho e, até mesmo, melhor condição de segurança”, pontua o especialista.

Logo, hoje, o software livre é visto na maioria das empresas em web servers, servidores de e-mail e servidores de missão crítica, caminhando, agora, para ocupar espaços maiores entre os desktops. Neste caso, a pesquisa verificou um avanço de 12,4% na utilização do software livre em PCs nos últimos 12 meses nas empresas que já o utilizam. Por outro lado, ainda assim, 53% dos entrevistados não o utilizam em computadores pessoais.

Outro ponto que animou os usuários empresariais está ligado ao custo total de propriedade. “Acreditava-se há pouco tempo que o TCO de sistemas abertos seria maior, em função de gastos com manutenção, suporte e outras correções. Com a pesquisa, percebemos que, ao contrário disso, eles apresentam custo muito menor, quase sem demanda por reparos”, observa Leal, ao comentar a resposta de 66% das usuárias do sistema.

Segurança e facilidade de customização também foram elencadas pelas companhias usuárias como razões para adotar os sistemas.

Entre as cerca de 1 mil empresas ouvidas entre novembro e dezembro de 2007, o instituto abordou organizações de diversos tamanhos e segmentos da indústria.

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