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por Haline Mayra
No Brasil | 26 de março de 2008

Google aposta na Westcon para alavancar busca corporativa

Fornecedor coloca empresa como única frente de vendas do Google Search Appliance no País, mas não descarta expansão do acordo com Ingram
crédito: Haline Mayra Hélio Guimarães, da Westcon: treinamentos para vender busca para pequenas, médias e grandes

Hélio Guimarães, da Westcon: treinamentos para vender busca para pequenas, médias e grandes

A sacada de desenvolver uma ferramenta tão amigável como o famoso site da internet, só que sob medida para o universo empresarial, nasceu há mais de quatro anos, na sede norte-americana do Google, quando a empresa deu início à chamada divisão enterprise. Daí surgiu o Google Search Appliance, conjugado de hardware, software e serviços endereçado a empresas de todos os tamanhos e verticais que necessitam organizar o acesso a informações.

Mais de um ano depois de sua primeira aparição no Brasil, há algumas semanas a linha ganhou uma nova aliada para estimular o seu processo de disseminação ao redor do País, a Westcon. O acordo sucede o fim do contrato com a primeira distribuidora das ferramentas no Brasil, a Mude – encerrado no final de 2007 -, e aparece como única via de distribuição, apesar do acordo mundial do Google com a Ingram Micro. “Esta parceria nunca foi ativada no Brasil”, afirma o diretor da divisão enterprise no Brasil, José Nilo Martins.

E agora, a fornecedora do sistema de busca corporativa parece dar novo fôlego aos esforços de venda do portfólio. “Atualmente, cerca de 15 canais já trabalham com as ferramentas no Brasil e esse número tende a crescer bastante”, assegura Nilo, sem precisar quantos novos parceiros devem integrar o grupo de vendedores Google no País. Entre os principais aliados atuais estão Promon, BearingPoint, RMA, E-Storage e Datacraft – a Added, uma das primeiras a comercializar as ferramentas em 2006, não está mais no time.

Na visão de Hélio Guimarães, diretor de marketing da Westcon para América Latina, o acordo casa com o perfil seguido pela distribuidora, ou seja, a concentração de canais dedicados a segmentos como networking, segurança e integração de soluções em geral. “Trata-se de uma oportunidade de trazer uma tecnologia nova a um mercado em que a Westcon é bastante focada”, diz Guimarães.

Go to market

Sem foco dirigido a verticais específicas ou portes pontuais de empresas, a distribuidora aposta na ênfase inicial ao trabalho com o GSA, versão direcionada a empresas com demanda por buscas de 500 mil a 30 milhões de documentos. “Automaticamente, à medida que se dissemina a linha, ganha espaço a versão Google Mini, que atende a bucas por 50 mil a 300 mil arquivos”, acredita o executivo.

Nilo, do Google, evita informar projeções ou estimativas de vendas, mas garante que o grande objetivo da fornecedora para este ano está em conferir apoio à sua única força de vendas: os canais de distribuição. “Estamos adaptando as ferramentas para suportar os canais. Nos Estados Unidos e Europa, primeiros territórios a vender o GSA, houve uma tentativa com vendas diretas. Uma estratégia que está sendo revista e tende à totalidade de vendas indiretas”, informa o diretor. Ele diz que o último trimestre apresentou um resultado acima do esperado em termos de vendas e que a tendência é de manutenção desse comportamento.

No que tange ao suporte oferecido ao parceiro, Nilo afirma que os treinamentos já estão em português, oferecidos pelo centro de treinamentos CTT, e que os canais que investirem em equipamentos de demonstração terão acesso a treinamentos subsidiados pelo fabricante. “A idéia é estimular a venda de serviço, não só de hardware. Há muito o que ganhar com customização – com destaque para os sites de comércio eletrônico – e suporte avançado”, avisa o diretor. Seminários técnicos e comerciais também estão nos planos de Nilo e Guimarães.

Apesar de garantir que o acordo com a Ingram Micro não está ativo no País, ao ser questionado sobre a necessidade de ativar a parceria, Nilo não nega que avalia a possibilidade.

Mundialmente, o GSA está presente em 6 mil clientes – entre os quais Apple, Deutch Bank, BBVA, Fujitsu, Xerox, Boeing, Pfizer, Cisco, Sun e Nextel. Já no Brasil, Nilo cita como principal exemplo, o grupo Pão de Açúcar.

Fabricadas em OEM pela Dell, as ferramentas de busca corporativa atendem a demandas por busca na rede mundial, e também na intranet corporativa – mais procurada por grandes empresas.

 

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