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Toda semana chega ao menos uma notícia de alguém lançando esforço para explorar o mundo móvel. O conceito amplo envolve várias vertentes, mas, seja qual for, e falando no bom e velho português: esse mercado está bombando. A Cimcorp viu a demanda por projetos de mobilidade crescer impulsionada por conceitos que englobam virtualização de desktops e de aplicações. A previsão da provedora de serviços é que os negócios envolvendo essa parte de seu portfólio saltem 300% em um intervalo de 12 meses.
“Como sempre atuamos muito com virtualização de infraestrutura, o segundo passo seria partir para mobilidade”, analisa Rafael Hora, executivo de negócios da companhia, sinalizando que a ideia não é parar de vender soluções para servidor e storage, mas explorar essa modalidade de negócio. A provedora formatou o discurso (e portfólio) no ano passado, mas os projetos começaram a virar case agora.
Segundo ele, parte dessa propensão dos consumidores deve-se ao fato de que fabricantes de TI ajustaram suas formas de licenciamento e comercialização para esse novo contexto, o que viabilizou iniciativas a partir de comprovação de retorno sobre investimento e custo total de propriedade (respectivamente ROI e TCO, nas siglas em inglês).
Muitos dos clientes vêm de dentro da carteira da Cimcorp. Hora cita um projeto em andamento em uma universidade com 40 mil estudantes que buscou a integradora para, a cada vez que o aluno fizer matrícula, receber um desktop virtual, com aplicações também virtualizadas, e poder acessá-lo de qualquer dispositivo. Embutido nessa solução há toda uma plataforma de colaboração com calendário de provas, e-mail, mensageria, em um único pacote.
Atualmente, a companhia contabiliza cerca de 20 clientes, em diversas fases de projeto, envolvendo portfólio de mobilidade. Metade deles figurava na carteira da integradora para outros tipos de soluções. O executivo cita dois negócios engatilhados que, se fechados, devem garantir os 300% de crescimento previsto. Segundo ele, a parte de virtualização de desktop representa algo como 4 a 5% do faturamento da companhia que, em 2011, devem girar na casa dos 230 milhões de reais. Para o próximo ano, a meta é que a participação de mobilidade nas receitas da empresa subam para 15%.
Microsoft, VMware, Zimbra, HDS, Cisco, HP, Dell, Wyse e Tecnoworld são os principais parceiros. Há novas parcerias em estudo. A meta é estabelecer aliança com provedores de soluções de certificação, aceleramento de rede e complementares para melhorar desempenho.
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