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A Arcon começa a se preparar para endereçar soluções a conceitos tecnológicos que emergiram nos últimos anos. O movimento mira cloud computing, mobilidade e virtualização. Além disso, a provedora de serviços gerenciados de segurança trabalha para posicionar suas ofertas mais próximo do que o cliente enxerga como seu core business.
“São três temas que puxam nossa estratégia”, sintetiza Rogério Reis, vice-presidente de operações, citando que as novidades passarão a compor o portfólio da companhia a partir de março.
O movimento faz com que a empresa amplie um pouco seu escopo de atuação. Atualmente, a provedora foca suas ações na vertical de governo e nas 500 maiores empresas que atuam no Brasil a partir da oferta de serviços gerenciados de segurança. “Montamos um lego para o cliente”, ilustra o executivo sobre a composição da solução a partir da tecnologia de diversos fabricantes.
O direcionamento, ainda, faz com que a Arcon não descarte parcerias que vão além dos fornecedores tradicionais de tecnologias de segurança, o que significa que podem surgir alianças com fabricantes que orbitam no entorno desse nicho.
Mercado agitado
Invasões, roubo de dados, expansão de ameaças e notícias dando conta dos perigos de segurança da informação deixam o mundo em estado de alerta. O número de casos públicos de empresas e órgãos do governo sob ataque hacker justifica a preocupação. Na outra ponta, leva a empresas a reforçar sistemas para protegerem-se.
Reis verifica uma mudança cultural, onde a preocupação com segurança passa, efetivamente, a virar investimento. Tanto que a companhia percebe uma evolução no ticket médio dos projetos – que girava na casa de 1 milhão de reais em 2004 – praticamente dobraram nos últimos anos, com alguns chegando a casa dos 5 ou 6 milhões de reias puxando para cima essa curva.
A companhia projeta uma expansão de 11% a 12% de seus negócios até dezembro, repetindo o crescimento verificado em 2011. No ano passado, a empresa faturou 32,3 milhões de reais.