Plantronics lança portal para parceiros com CRM Salesforce
Claudio Raupp, ex-PSG, comandará PPS no Brasil
Locaweb lança programa de canais
HP aproveita Interop 2012 para abrir serviços a canais de networking com ServiceONE
“Já somos maiores que a Totvs no Brasil”, afirma presidente da SAP no País
Brasil será o quarto maior mercado de TIC do globo em 2022
4 pontos para se observar em cloud computing
Panasonic Toughbook anuncia programa de canais e busca ir "além do óbvio"
Parceiros precisam ir além da revenda, aconselha Mark Templeton
Mario Sergio Cortella fala sobre educação, economia e o papel do empresariado brasileiro
SaaS está no centro da estratégia da Citrix para canais
Barracuda almeja grandes empresas e crescimento de 200% no Brasil
Em conversa com jornalistas da América Latina, o COO e cofundador da MicroStrategy Sanju Basal, durante o evento anual da companhia para clientes e parceiros, em Miami (EUA), demonstrou interesse pela região, argumentou sobre a tecnologia in-memory em favor da estratégia de sua empresa e avisou que, atualmente, o foco de atuação da fabricante está em companhias com, ao menos, US$ 1 bilhão de faturamento anual.
A seguir, você vê o que o executivo respondeu ao ser indagado sobre algumas temáticas:
Mercados Emergentes
Nossa estratégia é praticamente a mesma. Nossa forma de trabalho é focar companhias que tenham grande preocupação em relação aos seus dados. Focamos os grandes produtores de dados no mundo, como empresas de varejo, bancos ou operações de manufatura. E isso acontece nos Estados Unidos, na Europa e, também, na América Latina. O tipo de cliente que miramos é o mesmo em todo mundo, ou seja, aqueles que têm preocupação com as informações e querem atuar de forma mais estratégica.
Na América Latina existem Grandes empresas como em outras partes do mundo e sabemos que temos um campo vasto de companhias para explorar. E, nesta região, somos mais flexíveis em relação à nossa política de preços, especialmente por conta das empresas de médio porte. E o investimento em cloud pode ajudar com isso.
PME
A América Latina é um mercado muito grande e existem empresas que são grandes na Argentina, por exemplo, mas são consideradas pequenas na Europa e Estados Unidos. Uma companhia de médio porte, em geral, aqui nos EUA, tem receita anual de, pelo menos, US$ 1 bilhão de dólares. Muitos dos clientes que focamos nos EUA e Europa têm entre US$ 5 bilhões e US$ 15 bilhões de receita. Nosso foco, então, são companhias com ao menos US$ 1 bilhão de faturamento. O Brasil (e AL em geral) é um mercado que cresce rápido e que nos preocupamos muito. Ainda não é tão grande em termos de receita, mas sabemos que há oportunidades.
In-Memory
Trata-se de uma tecnologia essencial por ampliar o desempenho de softwares de business intelligence (BI). Uma das principais preocupações dos usuários de BI é a questão da velocidade de acesso às informações. Eles acham que as soluções não são rápidas o bastante. Esse problema tende a se acentuar com mobilidade. Você quer resposta em segundos e, se não for assim, a culpada será a solução de BI. Desta forma, in-memory vem como uma importante ferramenta para melhorar o desempenho e há muito investimento neste momento, vindo de empresas como SAP.
Mas nossa abordagem é diferenciada, temos mais de mil clientes em produção usando tecnologia in-memory. Então, o que é novo para a SAP, não é novo para a MicroStrategy. Diferente da SAP, nossa tecnologia de in-memory está no software e funciona em hardware commodity, ou seja, você não precisa de um hardware especial para que isso funcione. Então, não temos appliance, mas um software que roda em qualquer infraestrutura preparada para esta tecnologia.
BI na nova ordem
Um dos comentários mais interessantes que o Michael Saylor (CEO da MicroStrategy) fez nessa conferência é que você não precisa de muita infraestrutura para gerar grande contribuição à sociedade. Você não precisa de grande capital financeiro, mas conexão à internet, um bom dispositivo móvel e conexão com banco de dados baseado em nuvem. Com isso você já pode ser um pensador e produzir colaborações para ajudar a sociedade.
Em países como Brasil, China e Índia, várias pessoas tiram vantagem dessa disponibilidade de informações globais e se tornam agentes para tornar suas economias mais poderosas. Essa ideia de economia dirigida pela informação agora favorece os países emergentes e são indivíduos inteligentes, empreendedores. O melhor é que não se trata se algo onde o capital precisa ser intensivo. Essa é a grande mudança. Antes, as grandes nações ganhavam pelo poder capital que possuíam. Na Índia, eles não gostam de gastar capital, mas possuem muita gente com conhecimento. Eles fazem as coisas não pelo capital financeiro, mas pelo intelectual.
Consolidação de mercado
Não acredito que exista uma grande consolidação. A indústria de software tem uma longa história e um ciclo de nascimentos de empresas, consolidação e renascimento. Assim, para cada grupo de companhias que passam por um processo de consolidação agora, há centenas nascendo ao redor do mundo. E isso porque temos um grande celeiro de venture capital para financiar essas empresas. Você vê, a cada ano, milhares de companhias iniciando e a intensidade de capital voltada para essas empresas é grande. Pegue os garotos que criaram o Angry Birds, era um grupo pequeno e que criou algo que virou hit global. Pequenas empresas com grandes ideias sempre vão existir, assim como algum grau de consolidação.
*O jornalista viajou à Miami (EUA) a convite da MicroStrategy