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Se existe um submercado dentro do universo de TI que mudou drasticamente nos últimos anos, ele se chama impressão. Players desse segmento precisaram transformar seus negócios para não perderem o bonde da história. A Lexmark consiste em um exemplo de organização que seguiu esse percurso de diferenciar seus produtos por meio de especialização e oferta de soluções e serviços.
Há quatro anos, a fabricante desenvolveu uma estratégia para prover ao mercado tecnologias para captar, gerir e acessar dados. No mapeamento de tais competências, percebeu que faltava a peça “gerenciamento” no lego de solução que pretendia montar. O preenchimento de tal lacuna veio com a aquisição da Perceptive Software, em maio de 2010, por 280 milhões de dólares.
A aquisição da provedora trouxe sistemas de gestão de documentos (ECM, na sigla em inglês) e capacidades de gestão de processos (BPM, também no inglês). Em troca, a fabricante de impressoras internacionalizou os negócios da empresa comprada – que tinha 95% das vendas de 84 milhões de dólares (números de 2009) restritas ao mercado norte-americano.
Ao longo dos últimos 18 meses, a Lexmark montou uma célula de negócios da companhia adquirida em seu escritório em São Paulo (SP), que atualmente abriga cinco funcionários. Em outra frente, começou a prospectar clientes em solo nacional para realizar prova de conceito e estruturar um ecossistema de parceiros que lhe ajudem na venda e entrega de soluções.
O objetivo reside em desenvolver aliados com familiaridade no provimento de soluções de BPM e ECM, além de inclinação para verticais de saúde e educação. Como exemplo, a companhia cita um acordo firmado com a Green Soluções, braço da MV Sistemas, que atua com redução de papéis em hospitais e utiliza a plataforma da Lexmark e já teria um primeiro case com o paulistano Hospital Sabará. A intenção é ampliar essa abordagem quase que desenvolvimento OEM de soluções para outras indústrias.
“Nosso foco está em pegar conteúdos e processos desestruturados e aproximá-los”, comenta Kevin Goffinet, gerente-geral para negócios internacionais da Perspective. A plataforma da provedora permite integração com aplicativos como ERP, CRM e de colaboração. “Vemos uma grande possibilidade de crescimento no País”, acrescenta.
Durante visita à subsidiária brasileira, o executivo expôs uma planilha na qual dimensionava um mundo de oportunidades da ordem de 134 milhões de dólares para investimento em soluções de BPM e ECM no País previsto para 2012 – podendo chegar a 171 milhões de dólares no ano seguinte. O mercado nacional representa metade do total aplicado para os conceitos na América Latina.