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Na verdade, foi uma semana de folga, mas voltei com o tema do editorial na cabeça igual criança que volta às aulas e vai escrever a clássica redação Minhas Férias!
Do que eu vivi entre amigos e num contexto absolutamente diferente do corporativo, eu trouxe imprescindíveis ensinamentos para a rotina de trabalho do ano que começa. E engraçado que esse aprendizado tem total conexão com o que o mundo empresarial está precisando: cocriação, coinovação, trabalho conjunto, parceria etc.
Neste início de ano, pessoal, eu percebi como é delicioso aprender com as pessoas! Sério. Nunca tinha visto isso de forma tão consciente. Eu observei o comportamento de amigos queridos – muitas vezes super diferentes do que eu considero “correto” – e fiquei pasma! “Existe um jeito diferente do meu de fazer as coisas!”, disse pra mim mesma. “E pode ser bem melhor!”, completei.
E, nesta hora, eu transportei isso para o universo do trabalho e me deu uma vontade enorme de, ao voltar, identificar essa mesma coisa nos meus colegas. E não é que deu certo? Desde que voltei, na segunda semana de janeiro, tenho tido experiências incríveis com funcionários, chefes, colegas e mesmo pessoas cujo trabalho não tem nada a ver com o meu.
Comecei a observar seus modos de raciocínio, o jeito como trabalham e se organizam, a forma de expressarem suas ideias, a lógica pela qual pensam o negócio. Caramba! Quanta riqueza sempre esteve ali e eu via apenas superficialmente….
Aí entendi porque estava tão impressionada e porque estava vendo coisas que nunca tinha visto: para eu poder ver e apreciar as habilidades das pessoas que me cercam, eu tive que abrir mão do apego ao “meu jeito” de ser e de fazer as coisas. Pode parecer estranho, afinal, abrir mão do “jeito de ser” pode ser visto como abrir mão “do que se é”. Mas não é nada disso.
Quando eu desencanei da ideia de que a minha maneira de ver o mundo era a correta para mim, foi como se eu tivesse tirado um cabresto do meu rosto. (E olha que eu não sou daquelas pessoas que se acham as donas da razão, ok?!). Aí, conforme eu percebia o jeitão dos outros e aprendia com o que via, eu, naturalmente, incorporava aquele modo de pensar. E, veja, não se trata de imitar um comportamento, mas de aprender e aceitar mind sets bem sucedidos – claro que também tenho visto modelos que não me inspiram e, para estes, sei que basta que abram os olhos para que tenham novas perspectivas.
Nestas poucas semanas do ano, então, tive a chance de aprimorar em muito as minhas habilidades, simplesmente com a observação e reconhecimento de condutas incríveis de pessoas que, como eu, só querem acertar!
Bom, como as ideias acabam sempre se intercalando de alguma forma, aproveito para convidar você a ler a entrevista do Felipe Dreher com Humberto Vieites, da SAP, falando justamente da coinovação e como, de fato, as empresas podem encontrar um ponto de contribuição mútua que dá origem a frutos benéficos para o mercado todo. Serve de inspiração.
Nesta primeira edição do ano também falamos dos problemas com as enchentes da Tailândia, em relação ao fornecimento de hard drives. Foi dificílimo conseguir que os executivos brasileiros falassem abertamente sobre a questão, mas a Patricia Joaquim se virou e conseguiu fazer um retrato do que se pode esperar desta questão neste primeiro trimestre e no futuro próximo.
Deixo vocês com esta primeira CRN Brasil de 2012 e com o desejo sincero de que este seja um ano de mente aberta e aprendizado com tudo e com todos.
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