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Como acontece a cada ano, passamos a última semana do ano e a primeira do ano seguinte pensando nos erros que cometemos e nos acertos que tivemos. Fazemos planejamentos e promessas para o ano seguinte.
Em SI (Segurança da Informação) não é muito diferente. Vamos lembrar alguns acontecimentos no ano de 2011 que trazem consigo reflexões para a construção de 2012 nas empresas brasileiras.
Avalio que 2011 foi o ano do Hacktivismo no Brasil. A ação coordenada que presenciamos em Junho, assustou muitos órgãos do Governo e colocou o Brasil pela primeira vez na sua história como alvo de ativistas. Não temos bombas nas ruas, revoltas ou ataques físicos, mas agora sabemos que estamos sujeitos a movimentos ativistas cibernéticos – esse é um grande tema para os gestores de segurança pública e empresas com problemas ambientais ou sociais.
DDOS foi à modalidade escolhida por estes atacantes. O objetivo era tornar indisponíveis os serviços públicos ou evidenciar fragilidade. Redes de computadores zumbis foram despertadas por estes hacktivistas. O Defacing reapareceu! Lembro que esse era o objetivo do ataque nos primórdios da internet: mudar a home page do site de empresas e governos.
Os Ataques migraram da camada de rede para a camada de aplicação e diversas empresas ficaram expostas. Quem não se lembra do período complicado que a Sony Network passou ou da página do Mark Zuckerberg sendo hackeada no Facebook? Com isso surge uma nova categoria de firewall: os firewalls de aplicação – esse deve ser o principal investimento das empresas privadas em 2012.
Pela primeira vez a venda de smartphone, superou a venda de laptops e esta superou a venda de desktops. Pronto! O mundo ficou móvel. E a segurança como ficou? Móvel também. Mobile security foi um tema amplamente discutido dentro das empresas e também na mídia. Em Novembro de 2011 o hacker Charlie Miller expos diversas vulnerabilidades na plataforma de mobilidade da Apple. As empresas ao longo de 2012 devem ajustar suas políticas de segurança e renovar seu aparato de segurança para prever ameaças advindas do mundo mobile.
Claro que o equilíbrio entre pessoas, processos e produtos continuará sendo a maior tarefa dos gestores de SI. De nada adianta ter produtos líderes no Gartner se a equipe é insuficiente e pouco qualificada, assim como uma boa política de segurança só se traduz em segurança efetiva se a operação desta for eficaz.
O ano de 2012 está aí. Aproveite para realizar o seu planejamento com cuidado e uma boa dose de realidade. Escolha com cuidado o que proteger e que prioridades eleger. E lembre-se que já existem no mercado diversas empresas que podem lhe apoiar no planejamento, controle e operação de SI. Trocar idéias é um bom hábito a ser cultivado. Feliz 2012!
Rafael Sampaio é CEO da Future Security, empresa pioneira em Serviços Gerenciados de Segurança (MSS) no Brasil. Atualmente está dedicado em implementar projetos de segurança como serviço continuado em empresas operando no Brasil. Engenheiro de computação, MBA em Marketing e Mestre em administração com passagens por em empresas como Senac e eBay.com/iBazar.
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