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A previsão para a inflação no Brasil em 2012 (5,57%) é menor do que a de 2011 (6,50%). Na mão contrária desta tendência numérica, a estimativa de crescimento econômico (3,50%) é superior à de 2011 (3,20%). A Classe C deve crescer quatro pontos percentuais em 2012 (de 54% para 58%). E o setor de construção civil, que já cresceu desenfreadamente em 2011, tem a previsão de ser dilatado em mais 6% no próximo ano.
O que podemos esperar para o nosso setor num ano em que a economia estará aquecida como nunca em nosso País? Parece que as previsões para a TI no Brasil são ainda mais animadoras: a indústria deve crescer 10% em relação ao crescimento de 2011, sendo o índice mais relevante da América Latina e o terceiro maior em todo o mundo (perdendo apenas para a China e para a Índia).
Não é necessário escrever muito mais para perceber o tamanho do potencial de 2012 para o nosso mercado. E está absolutamente claro que o próximo ano não trará desafios de baixa demanda para o setor, como sentimos durante todo 2009, herança da crise do final de 2008.
Em 2012, nossos clientes felizmente continuarão crescendo junto com a nossa economia, e farão o setor de TI chegar cada vez mais perto do topo, tendo em vista que a dependência de TI nos negócios aumenta a cada ano.
No entanto, não há espaço apenas para a euforia. Em 2012, vamos precisar ter uma preocupação redobrada para entregar os projetos. Mesmo com a tentativa do governo federal e estadual em estragar nosso setor com leis nada aderentes à nossa realidade (refiro-me às leis da Substituição Tributária e a da Desoneração da Folha de Pagamento), 2012 será o primeiro ano fortemente lembrado pela falta de mão de obra especializada e pela escassez de componentes eletrônicos para atender à demanda.
Esses últimos, que hoje em dia são predominantemente asiáticos, já nos atrapalharam no passado com a problemática dos camponeses na China e, mais recentemente, com as inundações intermináveis que já passam de quatro meses na Tailândia – e que já fez a Honda recuar a produção de automóveis no Brasil em 30% para o próximo mês.
É verdade que a centralização das fábricas de componentes na Ásia já nos trouxe ganhos significativos porque reduziram muito o preço da matéria-prima para os produtos eletrônicos. No entanto, como efeito colateral desta centralização, criou-se uma dependência regional maligna em nosso setor, tendo em vista que começamos a sentir cada milímetro de crises ou desequilíbrios naturais e econômicos nos países daquele continente.
O mesmo desafio deve ser sentido com relação aos “componentes vivos” do mercado em 2012. Com o aumento da demanda de projetos, nosso setor sofrerá como nunca a falta de profissionais capacitados e especializados para entregá-los. E, se você acha que esse é um tema antigo e que você já está convivendo com isso, espere até sentir na pele o que será o ano mais desafiador neste quesito.
Pra quem concorda e já procura uma solução para estes dois problemas, apesar das diferenças significativas entre eles, parece-me que a saída é exatamente a mesma: estoque. Sim, as empresas que estiverem estocadas de produtos industrializados e de pessoal capacitado certamente terão maiores índices de crescimento daqui pra frente.
Por este motivo, 2012 será um ano onde capital intensivo no negócio fará muita diferença, já que o momento exige muitos investimentos em formação de pessoas e no planejamento de suas soluções.
Criar academias, treinar profissionais entrantes, especializar ainda mais seu time, e garantir um estoque dos produtos mais utilizados em suas soluções farão toda a diferença para quem quer colher frutos bons e saudáveis em 2012. Agindo dessa forma, será possível ter uma certeza sobre o próximo ano: a de que apesar do esforço intenso, do trabalho antecipado e do necessário aumento da capacidade financeira em seu negócio, o sabor que ficará registrado para sempre sobre ele será forte, doce e inesquecível.
Empresário na área de Tecnologia da Informação desde 1992, Renato Carneiro é Sócio Fundador e Presidente da 2S Inovações Tecnológicas, uma integradora de infra-estrutura que tem como missão transformar os negócios de seus clientes com o uso da tecnologia. Desde a fundação da 2S, contribui para a criação e implantação de políticas de canais dos fabricantes que representa e preocupa-se com a correta formação e boa convivência do ecossistema de canais de distribuição.
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