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Você aderiria a um programa BYOD?

30 de abril de 2012 23:25

Há algumas semanas venho discutindo com meus colegas de equipe a respeito de uma nova possibilidade para complicar um pouco mais o dia-a-dia já complexo da gestão de TI nas empresas: a consumerização de TI – também chamada de BYOD (Bring Your Own Device, ou Traga Seu Próprio Equipamento).

Em poucas palavras, a ideia é a seguinte: em lugar de impor aos seus usuários uma configuração padrão para desktops e notebooks, a unidade de TI da organização passa a aceitar – e talvez até mesmo a estimular mediante uma contribuição mensal ou anual – que os usuários tragam de casa e utilizem seus próprios equipamentos.

Bem, por que a empresa se engajaria em uma proposta como essa, que trará para dentro das fronteiras da empresa uma grande variedade de equipamentos (desktops, notebooks, tablets, smartphones, Raspberry Pi (!)), de diversos fabricantes (Lenovo, Dell, HP, Acer, Apple, Samsung, Bluesky, Coby, …) com diversos sistemas operacionais diferentes (iOS, Android 2.x/3.x/4.x, Linux, Windows XP/Vista/7/8/Mobile), uma grande variedade de softwares instalados e mecanismos de proteção que vão do Norton Internet Security completo até a mais assustadora ausência de qualquer proteção com vírus e invasões? (Acho que não pareci muito entusiasmado neste parágrafo…)

Há alguns motivos alegados – e um fato – para todo esse esforço.

O fato é que quase todos nós já estamos levandos nossos dispositivos para o trabalho: iPhones, iPods, iPads e smartphones e tablets rodando Android. Alguns de vez em quando ainda levam seu notebook ao trabalho – para instalar uma atualização ou simplesmente a caminho da faculdade – e terminam por utilizá-lo para fazer alguma coisinha no escritório.

Dentre os demais motivos alegados pelos vanguardistas do mercado estão a pronta disponibilidade do equipamento de trabalho para novos funcionários, a melhor configuração do equipamento adquirido pelo próprio usuário se comparado com o padrão vigente na empresa, a familiaridade com o equipamento (o que sugere maior produtividade) e (será?) a redução na imobilização de ativos (isto é, menos despesas comprando equipamentos).

Digamos que eu lhe oferecesse um auxílio financeiro – cinquenta reais mensais, digamos – você aderiria a um programa BYOD? Pense bem. Esse valor pode lhe ajudar a custear 50% de um novo equipamento a cada 12 meses.

Gostaria de ouvir sua opinião – escreva seu comentário!

P.S.: O movimento BYOD traz para a Gestão do Conhecimento um desafio adicional. É muito provável que ao fazer uso de seu próprio equipamento o knowledge worker faça uso de suas próprias ferramentas, e é natural que as retroalimente também. Assim, o knowledge worker do BYOD mais provavelmente emprestará seus recursos à organização em lugar de cedê-los a ela. Uma nova forma de trabalho possivelmente terá que ser proposta pela organização – um misto entre o acordo formal pela alimentação dos repositórios de conhecimento da empresa e a aceitação de que a relação worker-empresa é do tipo prestação de serviços, e não subordinação exclusiva.

  • http://twitter.com/marceloyamada Marcelo Yamada

    Alguns detalhes sobre a experiência com BYOD na Promon Engenharia e em outras empresas participantes do IT Forum 2012 estão aqui: http://crn.itweb.com.br/35410/consumerizacao-nao-podera-ser-evitada/
    Vale a leitura.

  • LionelC

    Existe algum “Manual de Usos e Condutas – PROMON” (no caso) para novos funcionários?

  • LionelC

    Caro Marcelo:
    Não sei se abandonou a curiosidade pelo BYOD, mas achei que a leitura deste relatório sobre o assunto nas agências do governo americano te seria útil:

    http://issuu.com/govloop/docs/byodfinal_1/1?mode=window

    Somente comecei a ler, mas sou chamado noutro lugar. Comparto com você.
    Divirta-se.

Sobre Marcelo Yamada Araujo

Coordenador de projetos na unidade de Sistemas da Promon Engenharia. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo, com especialização em Gestão do Conhecimento pela FGV de São Paulo e pelas Faculdades Senac de São Paulo. Certificado PMP pelo Project Management Institute (PMI) e auditor-líder em Segurança da Informação segundo a norma ISO 27001.

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